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Fibra celulósica de Eucalyptus globulus pode passar por mais cinco ciclos de reciclagem do que outras fibras, diz novo estudo.

FONTE: revista PACKAGING
https://revistapackaging.pt/…/1473-fibra-celulosica-de…


As fibras de Eucalyptus globulus são mais recicláveis, diz um estudo desenvolvido pela Universidade da Beira interior (UBI), com o apoio do RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e Papel.
Os testes realizados revelam que as fibras do eucalipto português apresentam uma capacidade de suportarem, no mínimo, cinco vezes mais ciclos de reciclagem do que fibras de outras espécies e sem perderem características de alto desempenho.
O estudo detalha a maior reciclabilidade das fibras de Eucalyptus globulus, usadas na pasta não branqueada produzida pela The Navigator Company no Complexo Industrial de Aveiro, bem como a sua excelente aptidão para a produção de papéis de embalagem. Os resultados foram divulgados no Tappi Journal, revista científica reconhecida internacionalmente há mais de 60 anos, confirmando as conclusões a que tinha chegado a Tokyo University of Agriculture and Technology em 2001.
eucaliptos
Este é também um fator diferenciador para a indústria recicladora, na medida em que a utilização das fibras de Eucalyptus globulus contribui para garantir uma matéria-prima mais apta para dar origem a produtos de qualidade superior mesmo depois de submetidos a diversos ciclos de reciclagem.
Para chegar a estes resultados, o estudo “Recycling performance of softwood and hardwood unbleached kraft pulps for packaging papers”, disponível no Tappi Journal, comparou a pasta não branqueada de fibra curta de Eucalyptus globulus com a pasta de fibra longa (de Pinus sylvestris) não branqueada de um concorrente nórdico, utilizada na produção de papéis de embalagem.
Depois de submetidas a testes de rebentamento e de resistência à compressão (Short-Span Compression Test SCT) – ensaios que funcionam como bons indicadores de resistência e desempenho de uma caixa de cartão, por exemplo – as folhas produzidas com pasta de eucalipto não branqueada conservaram as suas propriedades funcionais chave e mantiveram-se aptas para a utilização em papel de embalagem após dez ciclos de reciclagem. Pelo contrário, as folhas obtidas a partir de fibra longa de pasta não branqueada perderam drasticamente essa aptidão logo após o segundo ciclo de reciclagem, estando apenas aptas para a produção de papel de embalagem, de menor resistência, logo de menor qualidade.
A metodologia e resultados obtidos com o apoio da Aalto University, da Finlândia, foram submetidos e aceites para publicação na edição de fevereiro do Tappi Journal, uma referência no mundo científico na publicação das mais recentes e relevantes pesquisas sobre produtos florestais e as suas indústrias.
No âmbito dos estudos desenvolvidos pela UBI e o RAIZ, foi ainda efetuada uma comparação entre duas pastas de celulose não branqueadas de alto rendimento, que concluiu pela vantagem da pasta não branqueada de Eucalyptus globulus relativamente à pasta não branqueada de Eucalyptus urograndis (espécie dominante no Brasil) para a produção de papel de embalagem quando a fibra é sujeita a vários ciclos de reciclagem. Em breve, um novo artigo científico com estes resultados será também submetido para publicação em revista internacional.
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Tags:
gKRAFT sustentabilidade